quarta-feira, 21 de março de 2012

Intolerância e ignorância.

Tenho visto ultimamente figuras públicas, ocupantes de cargos políticos importantes se pronunciarem a favor de projetos de leis e ideologias que se mostram radicalmente intolerantes, especificamente os casos do deputado federal Jair Bolsonaro que por diversas vezes já mostrou sua intolerância quanto a liberdade sexual e pronunciamentos do atual Ministro da Pesca e Agricultura do Brasil e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, que por algumas infelizes declarações que fez enquadrava o homossexualismo como uma doença, algo tratável, algo considerado pelo próprio e por sua Igreja, "pecado". Pois bem, em uma sociedade onde o homem mais poderoso do mundo é negro, onde mulheres são presidentes de seus países, onde a liberdade é máxima defendida por todos os Estados, há ainda esse tipo de consciência. Não só contravêm as inúmeras conquistas de qualquer tipo de minoria, seja ela negra, ou homossexual ou uma minoria religiosa, mas vai em desencontro à inteligência, ser intolerante é não ser inteligente e como Freud certa vez disse: a inteligência é a qualidade que rege todos os nossos instintos. Analisando certos comportamentos religiosos, certas instituições e pessoas de tais instituições religiosas sobre o devido assunto, há um camuflagem da intolerância através do discurso "temos nossa opinião, respeitamos, mas somos contra". Dessa maneira, essas mesmas pessoas apoiariam organizações como o Ku Klux Klan, já que o Ku Klux Klan não gosta de negros, tudo bem, é a opinião deles, temos de respeitar. É realmente revoltante ainda viver em uma Era cercada de gente tão estúpida, cercada por pessoas tão pouco inteligentes, conservadoras e intolerantes, que ao invés de estarem à frente de seu tempo, só regridem e demonstram o quão falha é a existência humana se emaranhando em um profundo retrocesso.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O consumo e o consumismo na sociedade contemporânea. Como encontrar o ponto de equilíbrio que garanta o bem-estar individual e coletivo?

Desde a primeira revolução industrial no século 19, há uma preocupação de teóricos demográficos acerca da relação entre produção industrial e crescimento populacional. Entretanto, não havia-se análises sob perspectivas consumistas aos níveis encontrados hoje. A necessidade de constatação social nas sociedades atuais agravou o ciclo subserviente do consumidor em relação ao produto consumido, onde a posse tornou-se fator dominante no processo de inclusão social.
Devido a essa dependência servil, torna-se cada vez mais inviável desacelerar o processo produtivo mundial, haja vista a demanda requerida pelo crescente mercado consumidor. Assim, para atender a necessidade consumista de 7 bilhões de pessoas, a intensidade do ritmo industrial torna-se maior, abastecendo a população mundial com uma diversificada série de inesgotáveis produtos e bens supérfluos e descartáveis. Com a Terceira Revolução Industrial, a globalização e o aumento de tecnologias acessíveis ao público, agregada ao poder de influência exercido pelas mídias globais, empreende-se uma política consumista baseada no descarte da tecnologia considerada ultrapassada e a obtenção da tecnologia mais moderna presente no mercado, aumentando cada vez mais a produção industrial e contrariando as teorias sustentáveis e protocolos ambientais estabelecidos pelos Estados soberanos, agrava-se o quadro ambiental do planeta.
Dessa forma, para interromper o previsível colapso mundial, seja ele em viés econômicos, sociais ou ambientais, é necessário a implantação de projetos não voltados ao problema do surto consumista em si, mas acerca do processo final desse ciclo: o descarte. Políticas de reciclagem devem ser implantadas pelos governos, agregando a tal ato, valores sociais como muito é visto no Brasil. É necessário ainda a conscientização do próprio mercado consumidor, estabelecendo prioridades, co-relacionando bem-estar coletivo e individual e que através do cumprimento de uma cidadania responsável e inteligente, possa cumprir o que tanto cobra de seus governantes, o essencial desenvolvimento sustentável, sem ter de abdicar das realizações tecnológicas que a genialidade humana possa proporcionar.