segunda-feira, 5 de março de 2012

O consumo e o consumismo na sociedade contemporânea. Como encontrar o ponto de equilíbrio que garanta o bem-estar individual e coletivo?

Desde a primeira revolução industrial no século 19, há uma preocupação de teóricos demográficos acerca da relação entre produção industrial e crescimento populacional. Entretanto, não havia-se análises sob perspectivas consumistas aos níveis encontrados hoje. A necessidade de constatação social nas sociedades atuais agravou o ciclo subserviente do consumidor em relação ao produto consumido, onde a posse tornou-se fator dominante no processo de inclusão social.
Devido a essa dependência servil, torna-se cada vez mais inviável desacelerar o processo produtivo mundial, haja vista a demanda requerida pelo crescente mercado consumidor. Assim, para atender a necessidade consumista de 7 bilhões de pessoas, a intensidade do ritmo industrial torna-se maior, abastecendo a população mundial com uma diversificada série de inesgotáveis produtos e bens supérfluos e descartáveis. Com a Terceira Revolução Industrial, a globalização e o aumento de tecnologias acessíveis ao público, agregada ao poder de influência exercido pelas mídias globais, empreende-se uma política consumista baseada no descarte da tecnologia considerada ultrapassada e a obtenção da tecnologia mais moderna presente no mercado, aumentando cada vez mais a produção industrial e contrariando as teorias sustentáveis e protocolos ambientais estabelecidos pelos Estados soberanos, agrava-se o quadro ambiental do planeta.
Dessa forma, para interromper o previsível colapso mundial, seja ele em viés econômicos, sociais ou ambientais, é necessário a implantação de projetos não voltados ao problema do surto consumista em si, mas acerca do processo final desse ciclo: o descarte. Políticas de reciclagem devem ser implantadas pelos governos, agregando a tal ato, valores sociais como muito é visto no Brasil. É necessário ainda a conscientização do próprio mercado consumidor, estabelecendo prioridades, co-relacionando bem-estar coletivo e individual e que através do cumprimento de uma cidadania responsável e inteligente, possa cumprir o que tanto cobra de seus governantes, o essencial desenvolvimento sustentável, sem ter de abdicar das realizações tecnológicas que a genialidade humana possa proporcionar. 

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