No ano de 2009, tive a oportunidade de assistir a entrevista que o jornalista Reinaldo Azevedo concedeu ao Jô Soares. Nessa entrevista, dentre certos argumentos, muito bem ditos, mas passível de discórdia, o jornalista tocou em um ponto que venho observado e que se tornou um artificio muito usado pelas pessoas nos dias atuais. A chamada cultura do "coitadismo", tem tomado grandes proporções no nosso país. Na entrevista, Reinaldo Azevedo aplica essa cultura à situações como: se você for bem sucedido, talentoso, nunca passou fome, teve sempre um teto sobre a sua cabeça e uma cama para deitar, você não merece esse sucesso, logo, se você não for um coitado que tenha passado por maus bocados, você está fadado a ser um idiota. Palavras sábias essas proferidas pelo jornalista. A verdade é que essa cultura não é só usada por pessoas que trabalham e que tem uma vivência razoável. É visível, cada dia mais, pessoas mais jovens, mais velhas, de 10, 20, 30, 40 anos, usando do artifício do coitadismo para conseguir ser notado, para poder atender seus interesses através da comoção das pessoas, a chamada chantagem emocional. É fácil perceber nas pessoas os chamados complexos de inferioridade, ou de perseguição. Essas pessoas se auto-desvalorizam, se jogando em constantes "depressões", que nada mais são do que artifícios, fingimentos, que tais indivíduos usam para ter alguém ao seu lado te consolando, se importando, sendo solidário.
Analisando essas pessoas e analisando-me, me alegro em dizer que de maneira alguma faço parte desse grupo. E quando eu digo que não faço parte desse grupo as pessoas logo estigmam em suas cabeças a ideia de que alguém que não é um coitado, ou não se sente como coitado, logo é o tão falado convencido, o individuo que se acha demais, a última bolacha do pacote e outras denominações convencionadas pela sociedade. Tenho pra mim que não é questão de ser convencido ou ter complexo de superioridade. Tenho pra mim que se você exalta seus defeitos e esconde suas qualidades, você não estará sendo modesto, você estará sendo um hipócrita. Ora, as pessoas quando vão se conhecer, de imediato dizem "oi, meu nome é Carlos e eu sou muito pouco inteligente, sou sedentário, ranzinza, ciumento ao extremo, mas então, quer me conhecer" ? Creio que não. As pessoas deveriam parar de serem hipócritas e pseudo-modestas e extinguirem de suas mentes a ideia de que não se pode ressaltar suas qualidades que compõem sua aparência ou sua personalidade, e ainda deveriam conceber a ideia de que se auto-valorizar não significa necessariamente menosprezar os outros.As pessoas tem de parar com essa cultura "coitadista", passando dessa forma a exaltar suas qualidades e dessa maneira deixar os defeitos ser mais exaltados ou não às qualidades.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
A questão da Amazônia.
Como desenvolver a Amazônia? Devemos transformá-la em um pasto, como querem os ruralistas, ou em uma imensa reserva natural intacta, sem desenvolvimento e à espera de ações internacionais? Não há um caminho do meio? E a questão indígena, como resolvê-la? Seus territórios devem mesmo ser intocados? Onde entra o interesse nacional nesta questão?
A região da Amazônia possui cerca de seis milhões de hectares, sendo destes, 60 % em território brasileiro. No início do século XXI foi considerado pela UNESCO, Patrimônio da Humanidade. Quando a questão da Amazônia é levantada, logo um espírito imperialista toma conta da nação brasileira, já que a maior parte de sua extensão se concentra em seu território. Para analisar-se essa questão é preciso que sejam formadas três frentes visionárias.
A primeira forma de pensar seria partindo de um pressuposto ambientalista, preservando essa região natural. Nesse sentido, os interesses maiores seriam internacionais, já que em uma era onde há a escassez de recursos naturais em todo o mundo e uma imensa reserva natural nessa região, potências mundiais tomariam para si que a Amazônia deveria ser preservada, para em caso de necessidade, ela poder ser explorada por todo o mundo e não por aqueles que a detêm em seus respectivos territórios. Esse tipo de preservação poderia partir de formas como ingestão de investimentos internacionais, por intermédio dos governos, para essa preservação ou a partir da ação direta de ONGs. É visto, principalmente no Brasil, ações de ONGs, já que muitos jovens, intelectuais e ambientalistas não podem, nem querem esperar por negociações e burocracias governamentais.
A segunda diretriz em torno dessa questão é direcionada à exploração racional dessa região, conciliando crescimento econômico e consciência ambiental, o chamado desenvolvimento sustentável. A floresta é vista por muitos, como fonte de investimento, exploração que pode trazer fonte de renda além de trabalhos. Os problemas que assolam essa forma de pensar são os a biopirataria, que seria o tráfico de materiais nativos e a extração ilegal da madeira, passando ainda pela vista grossa dos corruptos que deveriam fiscalizar esses atos ilícitos, dificultando ainda mais o desenvolvimento sustentável.
A terceira questão é a clássica questão dos indígenas, que é tema de debate há muito tempo no Brasil. Os governantes brasileiros, tem errado, seguidamente, ao tratar dessa questão, passando por casos como reserva Ianomâmi sancionada pelo Presidente Fernando Collor em 1991, a reserva da região da Cabeça do Cachorro sancionada pelo presidente FHC em 1998 e a reserva indígena Raposa e Serra do Sol sancionada pelo presidente Lula em 2005. Essas sansões, fizeram com que áreas indígenas fossem consideradas por lei, reservas ambientais, fazendo dessa forma, com que os avanços que a modernidade trouxe à sociedade não chegassem a essas regiões, já que cada vez mais se tornam isoladas e dando brecha para traficantes, garimpeiros e ruralistas que não respeitam a lei e apesar dos limites das reservas, as invadem, extraem e matam quem entrar em seus caminhos, além de com isso, faz com que as culturas, as tradições, o lado bom de toda essa questão seja posto de lado.
A solução é bem simples e prática para a resolução dessas três questões. É preciso que o governo ou os governos apliquem investimentos nessas regiões, ajudando garimpeiros, ruralistas, agricultores, para que não seja mais necessário que esses produtores, tentem o extrativismo ilegal, a biopirataria em busca de crescimento econômico, fortalecendo ainda mais as fronteiras e limites das reservas, além de passar o pente fino na tentativa de coibir a corrupção, e promover socialização dessas tribos indígenas para que as mesmas desfrutem e compartilhem com o resto do povo suas culturas e assim haveria um crescimento sadio tanto por parte dos indígenas quanto por parte da sociedade e governos.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Homens e mulheres: comportamentos convenientes.
A conveniência é algo que é costumeiramente utilizado por todos na sociedade. Tudo que fazemos é na tentativa de ter um interesse seu beneficiado. A questão da conveniência é muito presente nas relações entre homens e mulheres, e ao referir-me à relações, refiro-me também à amizade. Hoje a maioria dos relacionamentos, principalmente de adolescentes, não duram devido ao não desenvolvimento maturidade mental, por ser mais conveniente para eles aproveitar aquele momento, fadando suas relações à instabilidade, não pensando dessa forma no futuro, mas sim no presente, no minuto, na hora, na realização, no prazer, na selvageria momentânea. Outro comportamento conveniente é a questão do "amar". As pessoas amam muito facilmente, porque é conveniente, porque o fato de "amar" ou dizer que "ama" irá satisfazer seus interesses com ações recíprocas por parte do outro individuo. Já percebeu que algumas vezes, a pessoa que era linda, magnífica e essencial em um primeiro momento, se torna de beleza mediana e de fácil descarte de uma hora pra outra? Isso porque nesse primeiro momento lhe conveio ter tal opinião, afinal de contas seu interesse teria de ser beneficiado e você teria que se auto-convencer que aquele interesse era o interesse correto.
Tenho observado também, um comportamento muito conveniente, principalmente por parte das mulheres. As mulheres tem uma cultura de não demonstrar sentimentos, cultura essa que se transferiu para os homens com o passar do tempo. Quantas vezes você já não escutou essa frase " .. é só não dar atenção que ela vem atrás" ? Ora, não concebo em minha mente a capacidade e a necessidade que as pessoas têm de não demonstrar algum sentimento por alguém que gosta, com a justificativa do receio da incorrespondência.. sinceramente, é comportamento de gente fraca e covarde, vamos e convenhamos .. se não quer se envolver, namore uma planta, é mais previsível.
Tenho observado também, um comportamento muito conveniente, principalmente por parte das mulheres. As mulheres tem uma cultura de não demonstrar sentimentos, cultura essa que se transferiu para os homens com o passar do tempo. Quantas vezes você já não escutou essa frase " .. é só não dar atenção que ela vem atrás" ? Ora, não concebo em minha mente a capacidade e a necessidade que as pessoas têm de não demonstrar algum sentimento por alguém que gosta, com a justificativa do receio da incorrespondência.. sinceramente, é comportamento de gente fraca e covarde, vamos e convenhamos .. se não quer se envolver, namore uma planta, é mais previsível.
terça-feira, 7 de junho de 2011
"Religião, a demência coletiva" ?
Talvez eu seja um contraventor da ordem imposta pelos covardes da sociedade, que querem formar uma idéia de que religião, assim como a política, não se discute. Por que não se discutiria religião? Qual o tipo de blindagem que a religião possui? Conceitos como Deus, céu, inferno, são consideradas intocáveis.
Napoleão Bonaparte certa vez disse .. " uma sociedade sem religião é como um navio sem bússola". Napoleão Bonaparte foi um grande estrategista, vencedor de muitas guerras e perdedor de tantas outras, mas quanto a essa questão religiosa, creio que o mesmo comete um erro grave. A Igreja, assim como outros órgãos que compõem a sociedade tentam, desde os primórdios, moldar a mente das pessoas, para que as mesmas ajam em favor de tais instituições e tornem-se seres previsíveis, ignorantes e cada vez mais manipuláveis. Que fique bem claro nessa análise, a crítica aqui referida, não é aos que têm fé, seja em um ou mais deuses. A crítica aqui referida é unica e exclusivamente à religião ou às religiões. Ainda há indivíduos, ignorantes e sem escrúpulos que matam em nome de uma religião, mostrando cada vez mais o quão degradada uma mente pode chegar devido à essas idéias infundadas e teóricas. As pessoas deveriam pôr em suas mentes que não existe religião sem Deus, não existe religião sem fé, porém a recíproca não é verdadeira. A opinião deste que vos fala é que a idéia de Cristo, de Deus, de céu e inferno, nada mais são do que formas de manipulação, algo no qual deve-se prender, algo no qual deve-se acreditar, algo no qual deve-se lutar. Que esteja claro, novamente, não defendo nem diretrizes ateístas e muito menos teístas, defendo aqui o estímulo do pensamento, da indagação, da autonomia de pensamento, onde a fé estaria no coração, não nos joelhos.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Paradoxos pessoais
Contradição. O ser humano, tem como característica marcante a busca pela oposição. Quando digo isso é preciso que analisemos o comportamento das pessoas em situações confortáveis e estáveis. Em uma relação duradoura, quando se está namorando, o que se busca ? O estar solteiro. Quando você come algo doce é quase que imediata a necessidade de algo salgado. Tornando-se involuntariamente uma pessoa caseira, sua vontade é de sair e tornar a noite algo subjetivo, e vice-versa. Sendo sincero, não creio que contradições formem uma personalidade louvável, não creio que uma opinião instável, imprevisível e incoerente dê firmeza aos atos e às palavras que um indivíduo pode proferir.
Arrependimento. Muitos falam que o arrependimento é o primeiro passo para a redenção, partindo de um pressuposto religioso, pode ser dito que se ao final de sua vida, você se arrepender verdadeiramente do que fez, você pode alcançar o perdão de Deus. É louvável que as pessoas aprendam com seus erros, distinguam o que é certo e o que é errado pelos seus arrependimentos, pedindo desculpas quando se deve, tentando concertar algo que disse ou que fez, é sim louvável, mas será que os seres pensantes, já pararam para perceber que é possível não errar? Ora, por quê não é possível aprender com os acertos? Por quê sempre temos de estar fadados ao erro, sempre e sempre? Seres humanos erram, mas seres humanos pensam. Possuem plena capacidade de fazer escolhas, de prever ações e reações, de discernir o caminho certo do caminho errado, portanto não se arrependa, não se contradiga, tenha certeza do que diz e faz. O arrependimento nasce do erro, a contradição nasce da dúvida. Pense antes de tudo, uma, duas, três, quatro vezes, mas pense antes de se arrepender ou de se contradizer.
Arrependimento. Muitos falam que o arrependimento é o primeiro passo para a redenção, partindo de um pressuposto religioso, pode ser dito que se ao final de sua vida, você se arrepender verdadeiramente do que fez, você pode alcançar o perdão de Deus. É louvável que as pessoas aprendam com seus erros, distinguam o que é certo e o que é errado pelos seus arrependimentos, pedindo desculpas quando se deve, tentando concertar algo que disse ou que fez, é sim louvável, mas será que os seres pensantes, já pararam para perceber que é possível não errar? Ora, por quê não é possível aprender com os acertos? Por quê sempre temos de estar fadados ao erro, sempre e sempre? Seres humanos erram, mas seres humanos pensam. Possuem plena capacidade de fazer escolhas, de prever ações e reações, de discernir o caminho certo do caminho errado, portanto não se arrependa, não se contradiga, tenha certeza do que diz e faz. O arrependimento nasce do erro, a contradição nasce da dúvida. Pense antes de tudo, uma, duas, três, quatro vezes, mas pense antes de se arrepender ou de se contradizer.
Juventude: antônimo de sedentarismo mental.
Desde que a sociedade começou a produzir, homens,mulheres e crianças se mobilizavam, passando por épocas de produção de subsistência, sistemas feudais, mercantilistas e liberais. Durante todos esses anos, adultos e crianças foram postos nos mesmos patamares de deveres, quanto aos direitos, o principio já não era o mesmo. A partir do século XX, com as tensões agravadas pela Guerra Fria, estudantes se mobilizaram em eventos como o Festival de Woodstock, em um âmbito internacional, e durante a ditadura militar brasileira, em um âmbito nacional, com organizações revolucionárias em universidades cariocas e paulistas. E porque então que nós jovens temos de estragar o legado dessa geração de ouro do século passado, usando nossas armas libertarias para propagar informações inúteis, para denegrir quando convém? Porque não poderíamos usar o exemplo de nossa cidade? Que recentemente tem feito passeatas, organizadas por jovens, reivindicando causas que muitos intelectuais, com suporte financeiro e intelectual não são capazes de fazer, ou não querem. Juventude é sinônimo de vigor, físico e mental e é necessário, a cada dia mais que provemos isso, é necessário que nós jovens mostremos que somos dignos dos direitos que temos, e esse é o nosso maior dever como jovens e como futuro mundial, mostrar que somos dignos, dignos de ser chamados de geração de ouro, perpetuamente.
Subjetividade Interpretada
Ao longo de meus vastos e experientes 16 anos, descobri que quem tem o poder, o domínio da palavra, a capacidade de manuseá-la, de interpretá-la e de propagá-la é quem tem influência sobre a sociedade. Essa primeira análise, torna-se auto-explicativa.
A influência dos meios de comunicação para com as pessoas, se torna cada vez maior. Seria isso, um fortalecimento das formas de persuasão dos senhores soberanos desses meios, ou, seria talvez a falta de personalidade das pessoas que compõem essa rede, que com o passar do tempo, se tornam vassalos e submissos a todo tipo de informação, ignorando seu instinto interrogativo, pelo qual Platão, Sócrates, Déscartes tanto lutaram? Teremos a resposta aqui.
A influência dos meios de comunicação para com as pessoas, se torna cada vez maior. Seria isso, um fortalecimento das formas de persuasão dos senhores soberanos desses meios, ou, seria talvez a falta de personalidade das pessoas que compõem essa rede, que com o passar do tempo, se tornam vassalos e submissos a todo tipo de informação, ignorando seu instinto interrogativo, pelo qual Platão, Sócrates, Déscartes tanto lutaram? Teremos a resposta aqui.
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