terça-feira, 17 de julho de 2012
Padrões e padronizados.
Às vezes me pergunto porque nos importamos tanto com a forma como parecemos, como falamos, agimos, a roupa que vestimos .. quanto custa tudo isso? Certos padrões têm me deixado intimamente preocupado, preocupado com os pensamentos, as personalidades que se esvaem pouco à pouco, as bandeiras defendidas por comodismo ou por persuasão, sem ideologias, sem personalidades, a preocupação me cerca aí. Formas medíocres de idolatria vêm surgindo, marcas, programas, modos de vida têm surgido e diminuindo gradativamente a individualidade, e transformando todos em seguidores de modinhas ridículas e uniformes. O que me incomoda, profundamente, é que ninguém mais se importa, que tudo é uma tendência irreversível, que temos de nos adaptar à modas, à pensamentos coletivos, me incomoda de um jeito brutal. Logo eu, que achava que órgãos como Igreja e Estado moldavam os pequenos fantoches, moldando-os, determinando caminhos. Pobre tolo, não considerei o fator dinheiro, o fator marca, o fator cidade, o fator capitalista. Segregações antes raciais ou étnicas, transmutam-se e as classes se dividem pelo tipo de roupa que veste, pelo celular que possui, pelo carro que conduz .. É como anteriormente citei, as ideologias e bandeiras se enfraqueceram, os pensamentos se mediocrizaram, os intelectos atrofiaram. Com o risco de acabar sendo repetitivo, escrevo novamente, quanto custa tudo isso?
quarta-feira, 21 de março de 2012
Intolerância e ignorância.
Tenho visto ultimamente figuras públicas, ocupantes de cargos políticos importantes se pronunciarem a favor de projetos de leis e ideologias que se mostram radicalmente intolerantes, especificamente os casos do deputado federal Jair Bolsonaro que por diversas vezes já mostrou sua intolerância quanto a liberdade sexual e pronunciamentos do atual Ministro da Pesca e Agricultura do Brasil e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, que por algumas infelizes declarações que fez enquadrava o homossexualismo como uma doença, algo tratável, algo considerado pelo próprio e por sua Igreja, "pecado". Pois bem, em uma sociedade onde o homem mais poderoso do mundo é negro, onde mulheres são presidentes de seus países, onde a liberdade é máxima defendida por todos os Estados, há ainda esse tipo de consciência. Não só contravêm as inúmeras conquistas de qualquer tipo de minoria, seja ela negra, ou homossexual ou uma minoria religiosa, mas vai em desencontro à inteligência, ser intolerante é não ser inteligente e como Freud certa vez disse: a inteligência é a qualidade que rege todos os nossos instintos. Analisando certos comportamentos religiosos, certas instituições e pessoas de tais instituições religiosas sobre o devido assunto, há um camuflagem da intolerância através do discurso "temos nossa opinião, respeitamos, mas somos contra". Dessa maneira, essas mesmas pessoas apoiariam organizações como o Ku Klux Klan, já que o Ku Klux Klan não gosta de negros, tudo bem, é a opinião deles, temos de respeitar. É realmente revoltante ainda viver em uma Era cercada de gente tão estúpida, cercada por pessoas tão pouco inteligentes, conservadoras e intolerantes, que ao invés de estarem à frente de seu tempo, só regridem e demonstram o quão falha é a existência humana se emaranhando em um profundo retrocesso.
segunda-feira, 5 de março de 2012
O consumo e o consumismo na sociedade contemporânea. Como encontrar o ponto de equilíbrio que garanta o bem-estar individual e coletivo?
Desde a primeira revolução industrial no século 19, há uma preocupação de teóricos demográficos acerca da relação entre produção industrial e crescimento populacional. Entretanto, não havia-se análises sob perspectivas consumistas aos níveis encontrados hoje. A necessidade de constatação social nas sociedades atuais agravou o ciclo subserviente do consumidor em relação ao produto consumido, onde a posse tornou-se fator dominante no processo de inclusão social.
Devido a essa dependência servil, torna-se cada vez mais inviável desacelerar o processo produtivo mundial, haja vista a demanda requerida pelo crescente mercado consumidor. Assim, para atender a necessidade consumista de 7 bilhões de pessoas, a intensidade do ritmo industrial torna-se maior, abastecendo a população mundial com uma diversificada série de inesgotáveis produtos e bens supérfluos e descartáveis. Com a Terceira Revolução Industrial, a globalização e o aumento de tecnologias acessíveis ao público, agregada ao poder de influência exercido pelas mídias globais, empreende-se uma política consumista baseada no descarte da tecnologia considerada ultrapassada e a obtenção da tecnologia mais moderna presente no mercado, aumentando cada vez mais a produção industrial e contrariando as teorias sustentáveis e protocolos ambientais estabelecidos pelos Estados soberanos, agrava-se o quadro ambiental do planeta.
Dessa forma, para interromper o previsível colapso mundial, seja ele em viés econômicos, sociais ou ambientais, é necessário a implantação de projetos não voltados ao problema do surto consumista em si, mas acerca do processo final desse ciclo: o descarte. Políticas de reciclagem devem ser implantadas pelos governos, agregando a tal ato, valores sociais como muito é visto no Brasil. É necessário ainda a conscientização do próprio mercado consumidor, estabelecendo prioridades, co-relacionando bem-estar coletivo e individual e que através do cumprimento de uma cidadania responsável e inteligente, possa cumprir o que tanto cobra de seus governantes, o essencial desenvolvimento sustentável, sem ter de abdicar das realizações tecnológicas que a genialidade humana possa proporcionar.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
A questão do aborto
Ao quebrarmos certos tabus quanto a abordagem de assuntos considerado pela maioria como intocáveis, devemos usar a racionalidade, sem incorporar aspectos e influencias pessoais, religiosas ou politicas nas análises dos ditos assuntos. O aborto é um ato que engloba vários julgamentos, sejam eles religiosos, jurídicos ou principalmente morais. Há quem considere o aborto tão passível de punição quanto o homicídio, sustentando-se no principio de que em ambos os atos há "a perda de uma vida". Pois bem, essa mesma análise para alguns é feita de modo flexível onde "só é considerado vida a partir de determinado tempo, então, dentro de tais limites não é se considera a perda de uma vida". Há sociedades que permitem constitucionalmente o direito do aborto, em outras não. O assunto é tão delicado, anacrônico e tão radicalmente analisado por alguns povos, que os assírios empalavam as mulheres que ousassem tentar abortar. Finalmente, é necessário ter uma opinião sobre tal assunto, defender uma bandeira, e a bandeira por mim defendida é a ratificação do direito de toda mulher cometer o aborto por parte da constituição brasileira, sendo assim um direito institucional. Acredito que toda mulher deveria possuir a liberdade em poder exercer, sendo tal ato considerado um direito não um dever, fazendo com que as liberdades femininas se expandissem, cabendo a cada uma o julgamento moral, ético, religioso ou político acerca do aborto. É preferível que aja o aval da constituição quanto a isso e a conscientização das mulheres no dito tal direito, à proibição do aborto por lei agregada a falta de discernimento e consequentes mortes de mulheres por pura ignorância ou por medo do julgamento ético e moral de uma sociedade conservadora e mentalmente limitada.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
A questão das cotas.
Após mais de 20 anos de regime militar, o Brasil integra novamente ao país o sistema democrático, e no governo de Sarney, na constituição elaborada em 1988 consta que "a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão". Com o passar do tempo outros grupos sociais diziam-se merecedores de tal sistema de cotas. É absurdo pensar que em pleno século XXI, um país como o Brasil, crescendo a taxas anuais superiores a países como Estados Unidos e Alemanha, ainda usa as cotas raciais a título de compensação por um passado colonial escravocrata. Tendo como referência a própria atual constituição brasileira, implica que o negro, o beneficiado com a cota racial, seria portador de algum tipo de deficiência, que por ser negro não teria condições de trilhar suas conquistas pelos seus únicos e exclusivos esforços, e que necessitaria em um ciclo vicioso e subserviente da ajuda do governo e suas cotas para obter qualquer tipo de conquista. Dessa forma, o racismo, o preconceito, a discriminação social dissemina-se de forma mais ingrime devido a esse tipo de benefício, ou desse tipo de subestimação para com os negros. Quanto as cotas sociais, é quase que inefável o quão administrativamente incorreto é esse tipo de sistema. Um sistema que usa da justificativa da correção de um problema de acesso educacional, a correção de um problema de distribuição de renda, onde devido às ações da administração federal do país um abismo foi criado entre classes sociais, o rico ficando mais rico e o pobre ficando mais pobre, onde torna-se cada vez mais difícil o acesso das classes sociais mais baixas à educação de boa qualidade, e em detrimento disso caberia um sistema de benefícios e cotas para os membros de tais classes. Dito isso, para resolver um problema que deveria ser solucionado há administrações anteriores com projetos sociais, onde tentaria-se contornar e/ou diminuir um problema tão grave, cria-se um sistema comodista e jocoso, "resolvendo" um problema e criando um novo, fadando as gerações futuras à passividade e ao vício, minimizando qualquer tipo de crescimento político, social e de pensamento que a sociedade brasileira poderia ter.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
A "moral".
É revoltante, quando em pleno século XXI, em plena era digital, ainda há pessoas retrogradas, dissimuladas, hipócritas querendo propagar a moral, pagando de politicamente correto e moldando sua personalidade pelo principio da boa vizinhança. Nietzsche em sua excelência intelectual, disse que a moral é algo inventado por uma série de indivíduos "inferiores" numa tentativa de inibir o crescimento e sucesso de indivíduos "superiores". Nos atuais dias, há uma massa repugnante de julgadores hipócritas que contrariando até as ideologias religiosas que tanto seguem (Mateus 7:1-5 “Não julgueis, para que não sejais julgados) e vivem de julgar as outras pessoas. Pois bem, façamos assim, passo a passo. Queridos(as) débeis mentais distraídos, quem faz piada sobre negro não é necessariamente racista, quem faz piadas sobre gay não é obrigatoriamente homofóbico, quem faz piada com doenças, ou religião, não seguirão um protocolo de punição e de queima no inferno. Quem usa tatuagem, brinco, não é nem homossexual e nem algum tipo de delinquente. Assim como quem vai todos os dias à Igreja ou cita o nome de Deus com louvor, não é necessariamente um santo(a), assim como quem escuta Rock não é por excelência um adorador do diabo e muito menos, quem não crê em Deus irá queimar em um inferno que pra o mesmo é apenas fruto da imaginação dos teístas. E de importante citação, racismo é diferente de preconceito, que é diferente de discriminação, aprendamos assim. Então meus caros, deem um basta na hipocrisia, parem de querer trajar-se em um manto de moralidade enquanto julga o próximo e ao julgar, julguem com sabedoria e tenham costas largas e dispostas a receber os mesmos tipos de julgamento. Sendo assim, cabe a você designar seus cargos .. "inferiores" ... "superiores".. tudo é muito relativo, e a Terra, como Galileu mesmo disse, é redonda, gira e gira.
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