domingo, 26 de fevereiro de 2012
A questão das cotas.
Após mais de 20 anos de regime militar, o Brasil integra novamente ao país o sistema democrático, e no governo de Sarney, na constituição elaborada em 1988 consta que "a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão". Com o passar do tempo outros grupos sociais diziam-se merecedores de tal sistema de cotas. É absurdo pensar que em pleno século XXI, um país como o Brasil, crescendo a taxas anuais superiores a países como Estados Unidos e Alemanha, ainda usa as cotas raciais a título de compensação por um passado colonial escravocrata. Tendo como referência a própria atual constituição brasileira, implica que o negro, o beneficiado com a cota racial, seria portador de algum tipo de deficiência, que por ser negro não teria condições de trilhar suas conquistas pelos seus únicos e exclusivos esforços, e que necessitaria em um ciclo vicioso e subserviente da ajuda do governo e suas cotas para obter qualquer tipo de conquista. Dessa forma, o racismo, o preconceito, a discriminação social dissemina-se de forma mais ingrime devido a esse tipo de benefício, ou desse tipo de subestimação para com os negros. Quanto as cotas sociais, é quase que inefável o quão administrativamente incorreto é esse tipo de sistema. Um sistema que usa da justificativa da correção de um problema de acesso educacional, a correção de um problema de distribuição de renda, onde devido às ações da administração federal do país um abismo foi criado entre classes sociais, o rico ficando mais rico e o pobre ficando mais pobre, onde torna-se cada vez mais difícil o acesso das classes sociais mais baixas à educação de boa qualidade, e em detrimento disso caberia um sistema de benefícios e cotas para os membros de tais classes. Dito isso, para resolver um problema que deveria ser solucionado há administrações anteriores com projetos sociais, onde tentaria-se contornar e/ou diminuir um problema tão grave, cria-se um sistema comodista e jocoso, "resolvendo" um problema e criando um novo, fadando as gerações futuras à passividade e ao vício, minimizando qualquer tipo de crescimento político, social e de pensamento que a sociedade brasileira poderia ter.
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