quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A questão do aborto

Ao quebrarmos certos tabus quanto a abordagem de assuntos considerado pela maioria como intocáveis, devemos usar a racionalidade, sem incorporar aspectos e influencias pessoais, religiosas ou politicas nas análises dos ditos assuntos. O aborto é um ato que engloba vários julgamentos, sejam eles religiosos, jurídicos ou principalmente morais. Há quem considere o aborto tão passível de punição quanto o homicídio, sustentando-se no principio de que em ambos os atos há "a perda de uma vida". Pois bem, essa mesma análise para alguns é feita de modo flexível onde "só é considerado vida a partir de determinado tempo, então, dentro de tais limites não é se considera a perda de uma vida". Há sociedades que permitem constitucionalmente o direito do aborto, em outras não. O assunto é tão delicado, anacrônico e tão radicalmente analisado por alguns povos, que os assírios empalavam as mulheres que ousassem tentar abortar. Finalmente, é necessário ter uma opinião sobre tal assunto, defender uma bandeira, e a bandeira por mim defendida é a ratificação do direito de toda mulher cometer o aborto por parte da constituição brasileira, sendo assim um direito institucional. Acredito que toda mulher deveria possuir a liberdade em poder exercer, sendo tal ato considerado um direito não um dever, fazendo com que as liberdades femininas se expandissem, cabendo a cada uma o julgamento moral, ético, religioso ou político acerca do aborto. É preferível que aja o aval da constituição quanto a isso e a conscientização das mulheres no dito tal direito, à proibição do aborto por lei agregada a falta de discernimento e consequentes mortes de mulheres por pura ignorância ou por medo do julgamento ético e moral de uma sociedade conservadora e mentalmente limitada.

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