Como desenvolver a Amazônia? Devemos transformá-la em um pasto, como querem os ruralistas, ou em uma imensa reserva natural intacta, sem desenvolvimento e à espera de ações internacionais? Não há um caminho do meio? E a questão indígena, como resolvê-la? Seus territórios devem mesmo ser intocados? Onde entra o interesse nacional nesta questão?
A região da Amazônia possui cerca de seis milhões de hectares, sendo destes, 60 % em território brasileiro. No início do século XXI foi considerado pela UNESCO, Patrimônio da Humanidade. Quando a questão da Amazônia é levantada, logo um espírito imperialista toma conta da nação brasileira, já que a maior parte de sua extensão se concentra em seu território. Para analisar-se essa questão é preciso que sejam formadas três frentes visionárias.
A primeira forma de pensar seria partindo de um pressuposto ambientalista, preservando essa região natural. Nesse sentido, os interesses maiores seriam internacionais, já que em uma era onde há a escassez de recursos naturais em todo o mundo e uma imensa reserva natural nessa região, potências mundiais tomariam para si que a Amazônia deveria ser preservada, para em caso de necessidade, ela poder ser explorada por todo o mundo e não por aqueles que a detêm em seus respectivos territórios. Esse tipo de preservação poderia partir de formas como ingestão de investimentos internacionais, por intermédio dos governos, para essa preservação ou a partir da ação direta de ONGs. É visto, principalmente no Brasil, ações de ONGs, já que muitos jovens, intelectuais e ambientalistas não podem, nem querem esperar por negociações e burocracias governamentais.
A segunda diretriz em torno dessa questão é direcionada à exploração racional dessa região, conciliando crescimento econômico e consciência ambiental, o chamado desenvolvimento sustentável. A floresta é vista por muitos, como fonte de investimento, exploração que pode trazer fonte de renda além de trabalhos. Os problemas que assolam essa forma de pensar são os a biopirataria, que seria o tráfico de materiais nativos e a extração ilegal da madeira, passando ainda pela vista grossa dos corruptos que deveriam fiscalizar esses atos ilícitos, dificultando ainda mais o desenvolvimento sustentável.
A terceira questão é a clássica questão dos indígenas, que é tema de debate há muito tempo no Brasil. Os governantes brasileiros, tem errado, seguidamente, ao tratar dessa questão, passando por casos como reserva Ianomâmi sancionada pelo Presidente Fernando Collor em 1991, a reserva da região da Cabeça do Cachorro sancionada pelo presidente FHC em 1998 e a reserva indígena Raposa e Serra do Sol sancionada pelo presidente Lula em 2005. Essas sansões, fizeram com que áreas indígenas fossem consideradas por lei, reservas ambientais, fazendo dessa forma, com que os avanços que a modernidade trouxe à sociedade não chegassem a essas regiões, já que cada vez mais se tornam isoladas e dando brecha para traficantes, garimpeiros e ruralistas que não respeitam a lei e apesar dos limites das reservas, as invadem, extraem e matam quem entrar em seus caminhos, além de com isso, faz com que as culturas, as tradições, o lado bom de toda essa questão seja posto de lado.
A solução é bem simples e prática para a resolução dessas três questões. É preciso que o governo ou os governos apliquem investimentos nessas regiões, ajudando garimpeiros, ruralistas, agricultores, para que não seja mais necessário que esses produtores, tentem o extrativismo ilegal, a biopirataria em busca de crescimento econômico, fortalecendo ainda mais as fronteiras e limites das reservas, além de passar o pente fino na tentativa de coibir a corrupção, e promover socialização dessas tribos indígenas para que as mesmas desfrutem e compartilhem com o resto do povo suas culturas e assim haveria um crescimento sadio tanto por parte dos indígenas quanto por parte da sociedade e governos.

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