terça-feira, 7 de junho de 2011

"Religião, a demência coletiva" ?

Talvez eu seja um contraventor da ordem imposta pelos covardes da sociedade, que querem formar uma idéia de que religião, assim como a política, não se discute. Por que não se discutiria religião? Qual o tipo de blindagem que a religião possui? Conceitos como Deus, céu, inferno, são consideradas intocáveis. 
Napoleão Bonaparte certa vez disse .. " uma sociedade sem religião é como um navio sem bússola". Napoleão Bonaparte foi um grande estrategista, vencedor de muitas guerras e perdedor de tantas outras, mas quanto a essa questão religiosa, creio que o mesmo comete um erro grave. A Igreja, assim como outros órgãos que compõem a sociedade tentam, desde os primórdios, moldar a mente das pessoas, para que as mesmas ajam em favor de tais instituições e tornem-se seres previsíveis, ignorantes e cada vez mais manipuláveis. Que fique bem claro nessa análise, a crítica aqui referida, não é aos que têm fé, seja em um ou mais deuses. A crítica aqui referida é unica e exclusivamente à religião ou às religiões. Ainda há indivíduos, ignorantes e sem escrúpulos que matam em nome de uma religião, mostrando cada vez mais o quão degradada uma mente pode chegar devido à essas idéias infundadas e teóricas. As pessoas deveriam pôr em suas mentes que não existe religião sem Deus, não existe religião sem fé, porém a recíproca não é verdadeira. A opinião deste que vos fala é que a idéia de Cristo, de Deus, de céu e inferno, nada mais são do que formas de manipulação, algo no qual deve-se prender, algo no qual deve-se acreditar, algo no qual deve-se lutar. Que esteja claro, novamente, não defendo nem diretrizes ateístas e muito menos teístas, defendo aqui o estímulo do pensamento, da indagação, da autonomia de pensamento, onde a fé estaria no coração, não nos joelhos.

3 comentários:

  1. O que posso dizer sobre esse texto? Apenas mais uma pergunta: onde assino? Não preciso gastar tempo aqui te elogiando, basta dizer que você me deu uma das maiores oportunidades de minha vida, um dia vou olhar pra trás e dizer: eu já fui professor deste cara. Quer dizer, começo por hoje. Cada palavra digitada parece ter sido criada por um deus às avessas ou por um ateu extremamente crédulo e fiel. Abraço

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  2. Só tem que tomar cuidado para não ser encurralado e linxado num beco escuro. Não tenho o que comentar sobre seu texto, meus elogios diminuiriam a complexidade dele. Respeito pela fé alheia e fixo na palavra crítica. Parabéns pelo feito, e ajude o ateísmo a ganhar sua colocação em nosso país. Abraço

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  3. Em meu próprio blog eu já falei com essas palavras: "Religião não se discute." Meu texto não vai de encontro ao seu em nenhum aspecto. Pelo contrário, eu defendi a ideia de que religião é, acima de mais nada, LIBERDADE para interpretar a Bíblia ou Deus da forma que lhe convém. O ponto central da minha pequena dissertação era focado no respeito às opiniões e credos alheios; pois, se alguém acredita (DE VERDADE!) em seu deus, é porque ele teve motivos para isso, ele já teve provas que proporcionaram-lhe uma fé inabalável. Então, eu citei que o credo de alguém que CRÊ é humanamente imutável.

    Parabéns pelo texto.

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